Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 7

ImprimirTratamento Capilar - Caspa

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A caspa, apesar de ser um problema freqüente e aparentemente banal, é, na maioria dos casos, ignorada pelas pessoas que nem sempre sabem que têm ou o que vem a ser essa desagradável manifestação cutânea.

A caspa (Pytiriasis capitis) ou Pitiríase do couro cabeludo são escamas que se formam na superfície da pele da cabeça ou de outra parte do corpo. Na cabeça, a caspa é uma anomalia do couro cabeludo caracterizada por descamação visível e perceptível de pequenos flocos de células mortas. Algumas vezes essa descamação se estende às sobrancelhas, barba, bigode e pêlos do corpo. Essas escamas podem ser secas ou embebidas em sebo proveniente das glândulas sebáceas.

Sendo assim pode-se dizer que existem dois tipos de caspa:

·Caspa seca: minúsculas películas que “empoeiram” o pescoço e os ombros, sem processo inflamatório.

·Caspa gordurosa: escamas embebidas em sebo, mais grossas e aderentes à pele do couro cabeludo e à raiz do cabelo, acompanhada de processo inflamatório de intensidade variável.

É preciso saber distinguir a caspa seca da gordurosa

A caspa seca (seborrhoca sieca) manifesta-se pelo desprendimento de minúsculas partículas, principalmente ao pentear os cabelos. No couro cabeludo não existem processos inflamatórios, somente descamação de pequenos elementos. A caspa seca pode estar relacionada com agentes externos provocantes que deverão ser completamente evitados, tais como, shampoos inadequados, loções alcoólicas e produtos químicos (permanentes, ondulação etc.) utilizados em contato íntimo com o couro cabeludo.

A caspa gordurosa (seborrhoca oleosa) ocorre quando o couro cabeludo produz muito sebo e as escamas absorvendo-o ficam mais grossas e aderentes à pele e raiz do cabelo, formando uma espécie de touca que sufoca o folículo pilo-sebáceo, provocando a queda do cabelo. São acompanhadas de vermelhidão visível do couro cabeludo (eritema), podendo-se observar estados de intensidade e qualidade variável, de acordo com os cuidados higiênicos administrados. Evita-se o acúmulo usando shampoos e loções adequados, higiene constante, alimentação correta e estilo de vida saudável. Muitas vezes requer o uso de medicamentos. O ideal é consultar um dermatologista.

Identificando a caspa

Como a produção de escamas não é um sintoma específico de uma doença ou distúrbio cutâneo, nem sempre é fácil diagnosticar a caspa. Algumas doenças da pele, tais como, dermatite seborréica e psoríase, ambas acompanhadas de severa descamação, podem ser confundidas com a caspa que, na realidade, não sendo uma doença não representa qualquer perigo ao organismo como um todo. Só o dermatologista pode fazer um diagnóstico preciso, identificando cada caso.

A caspa em si é uma inconveniência estética, não podendo ser classificada como uma doença. Não é contagiosa e pode ser controlada. Porém, com o descuido, pode evoluir para uma doença conhecida como eczema seborréico. Nesse caso, ambas as lesões podem ser indistinguíveis, respondendo similarmente aos mesmos agentes antifúngicos e evidenciando que a caspa é uma manifestação da dermatite seborréica, que vem a ser um processo inflamatório.

POSSÍVEIS CAUSAS E SOLUÇÕES

A caspa é um problema que atinge, aproximadamente, 40% da população. Sua causa é ainda discutível porque vários fatores concorrem para a sua formação. Entre eles estão:

·Levedura (Pytirosporum ovale) – não se sabe se é causa ou efeito
·Hormônios – estimulação de produção de sebo no couro cabeludo
·Dietas ricas em gordura
·Tensão nervosa
·Reação inflamatória a medicamentos

Observação: Depois desse parágrafo, se tiver espaço na revista, pode usar alguns trechos técnicos (ilustrações).

TRATAMENTO

Para eliminar a caspa é preciso atuar sobre todos os fatores que provocam o seu aparecimento, sempre com o objetivo de:

·Normalizar a divisão celular
·Combater a proliferação de escamas
·Diminuir a seborréia

Divisão celular

A causa da intensa divisão celular ainda continua sendo motivo de discussões. A divisão aumentada das células basais provoca intensa regeneração celular e a epiderme de indivíduos com caspa produz mais células corneificadas, por unidade de pele, do que a epiderme de pessoas que não sofrem de caspa. Pressupõe-se que certos microorganismos (bactérias e fungos), que fazem parte da flora normal, quando presentes em quantidades consideráveis, originam metabólicos (restos de digestão) irritantes ao couro cabeludo que, por sua vez, reage a esta irritação aumentando a regeneração celular (mitose). Nesse caso, compostos antibacterianos ou antimicóticos inibem a formação da caspa.

Proliferação de escamas

Não se sabe se a levedura é a causa ou apenas um efeito secundário do aumento da descamação. O fato é que está associada ao Pytirosporum ovale (fungo com forma de levedura), existindo correlação entre a gravidade clínica e o número de microorganismos (quanto mais grave a afecção maior é o número de leveduras). Nesse caso, qualquer medicamento com capacidade de eliminar o pitirosporo cura a afecção.

Seborréia

O excesso de oleosidade favorece o aparecimento da caspa gordurosa que evolui para formar a seborréia. A tendência é tratar o fenômeno de forma generalizada, tentando cercar todas as possibilidades. A higiene constante do couro cabeludo, com shampoos adstringentes, e uma dieta alimentar, isenta de alimentos gordurosos, tornam-se indispensáveis para quem tem caspa oleosa.

Existem medidas preventivas e curativas no combate à caspa. No entanto, vale repetir que, só um exame minucioso e o diagnóstico correto feito pelo dermatologista indicarão o tratamento correto para cada caso.

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