Vedetismo no salão de beleza



Cuidado com as contratações de profissionais feitas a “peso de ouro”. Elas podem desestabilizar a sua equipe
Osvaldo Alcântara
consultor de negócios
Ter na equipe um funcionário que se acha melhor do que os outros é sinônimo de ter problemas. Ser habilidoso e prestativo com os clientes é premissa de qualquer bom cabeleireiro, e não significa ganhar alguns privilégios por isso, como escolher os clientes, não respeitar ordens e chegar atrasado diariamente. Se esses “benefícios” forem concedidos somente para a “estrela” do salão, um dos profissionais estará em ascensão, mas o restante do grupo estará em decadência. Ou todos são estrelas ou ninguém o é.
Muitas vezes, as “estrelas” chegam ao salão de beleza para “salvar a pátria” e trazerem novos clientes. Por terem tal título, elas fazem algumas exigências, como comissão maior, horário flexível e mais dias de folga. Nesse momento, o dono do salão precisa saber que a migração da clientela não é garantida, pois essa mudança tem a ver com a diferença de preço e de estrutura entre os estabelecimentos. Se alguns clientes migrarem, verifique se o profissional não vai fazer um preço mais baixo, o que geraria um desconforto para os demais pagantes.
Outro fato que merece atenção é verificar as habilidades técnicas do profissional que será contratado. Deixe de lado o brilho trazido pelos editoriais que ele faz e tente analisar o sucesso feito com os clientes. Além disso, prepare psicologicamente o restante da equipe perguntando o que todos acham do possível contratado. Várias histórias vão surgir, e elas servirão de base para que você saiba os erros e os acertos já cometidos. Essa é uma forma de inserir o grupo na contratação e fortalecer o espírito de equipe.
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