Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 19

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A procura do conhecimento é o que determina a convicção de estar fazendo a coisa certa, utilizando os meios adequados para dissipar todas as dúvidas.

No mundo só existem três tipos de pessoas: as que ouviram dizer, as que viram e contam da forma que lhes convêm e as que vivem fazendo, ou pelo menos tentando fazer o certo. Por que será que só nesta última opção estão os bem-sucedidos?

No universo da colorimetria acontece o mesmo, pois em sua maioria os cabeleireiros, pelo medo exagerado de errar não se arriscam em fazer trabalhos diferenciados no salão. É uma pena porque trabalhos simples dificilmente trazem grandes resultados financeiros, e, conseqüentemente, esses profissionais acabam estacionando naquela fase de “só de ouvir falar não quero nem tentar”. Erro gravíssimo para quem busca o topo do sucesso financeiro. Aí, muitos podem retrucar: “eu não busco o topo”. Outro erro, já que devemos buscar sempre o máximo tentando melhorar a cada dia.

Aqui vai um pequeno exemplo que ilustra muito bem o que estou querendo passar para vocês. Outro dia, em um evento de nossa área, eu conversava com um amigo cabeleireiro, quando chegou outro profissional que me foi apresentado. Em certo momento, meu amigo perguntou ao recém-chegado se ele conhecia uma determinada marca de coloração profissional e ele, sem papas na língua, foi logo dizendo que a marca era isso e aquilo... Fiquei espantado com aquelas afirmações, porque acho difícil um fabricante cometer tantos erros. Com muita sutileza, perguntei quantas vezes ele tinha experimentado o produto e quais as cores que já tinha usado. Para a minha surpresa, a resposta foi: “Nunca usei, mas tenho um amigo que usou e me disse o que aconteceu”.

Este é um exemplo claro de quem se deixou levar por um comentário negativo sobre um insucesso, que pode ter ocorrido devido a dois fatores: diagnóstico errado ou aplicação incorreta. Afinal, nenhuma empresa cria fórmulas e fabrica produtos para dar errado. O que existe é uma gama variada de produtos para cada nicho de mercado. Se um cabeleireiro opta por um produto de mercado varejista não direcionado exclusivamente ao profissional, não é o produto que é ruim, o profissional foi quem fez a escolha errada.

Vamos a outro exemplo: o famoso piloto Michael Schumacher conseguiria vencer uma corrida com um carro top de linha, como o Omega, por exemplo? A resposta é não, embora isto não signifique que o Omega seja um carro ruim. Neste caso, ele apenas teria utilizado um veículo totalmente inadequado para uma corrida da Fórmula 1. Sendo assim, uma boa ferramenta utilizada de maneira incorreta não irá produzir bons resultados.

Atualmente, os cabeleireiros vivenciam uma fase que não existiu para os veteranos da coiffure: o poder de escolha. Hoje, existem dezenas de empresas de coloração no Brasil, enquanto há 16 anos só havia três, o que reduzia muito a escolha. Para os comodistas, isto era ótimo, mas para o profissional vanguardista quanto mais opções maiores são as possibilidades de exercitar sua criatividade.

Usar uma coloração desenvolvida exclusivamente para uso profissional ajuda a ser bem-sucedido, mas não é a única razão do sucesso. O cabeleireiro precisa conhecer o produto e se aperfeiçoar com os técnicos da marca. De nada adianta ter uma ferramenta nova e manter antigos padrões de trabalho na colorimetria. Ainda se encontra muitos profissionais que acham que colorir cabelo hoje é exatamente a mesma coisa que há 30 anos. Por isto, a reciclagem é tão importante. Os novos produtos têm novos conceitos, como preservar a integridade do fio. As fórmulas modernas são muito mais cosméticas do que as de antigamente e isso aperfeiçoou as técnicas de aplicação e otimizou os resultados.

A única maneira de executar um bom trabalho é conhecer bem o produto que será utilizado, saber o limite do fio, contar com a assistência e a técnica do fabricante. Nunca se deixe levar por comentários negativos dos outros e, o mais importante: faça um treinamento rigoroso para aplicar a química, no mínimo, tão intenso quanto o que você fez para cortar cabelo.

Se, por um acaso, Thomas Edson ouvisse e acreditasse em estórias negativas, não teríamos a lâmpada.

Até a próxima!

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