Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 41

ImprimirVozes da experiência

Avalie: 12345

entrevista_internacional (2)Os ingleses Michael Van Clarke e Simon Bryer investem no corte a seco e em colorações naturais para garantir a satisfação total dos clientes

texto: Liana Pires e Juliane Pereira | fotos: Arnaldo Bento e divulgação

Cabeleireiros.com: Como estava o mercado de cabelos quando vocês começaram na profissão?
Michael Van Clarke:
Comecei no final dos anos 1970 na academia John Frieda. Era uma época bem rock’n’roll para o mundo dos cabelos, e nos divertíamos muito.  No período, os clientes rejeitavam os estilos que fizeram sucesso nos anos 1960 e 1970, e por isso estilizávamos os fios com escovas redondas. Foi aí que o corte em formato de diamante estourou. Esse método tem um inimaginável nível de precisão e balanço, personalizando o look.
Simon Bryer: Aos 14 anos já pensava em ser cabeleireiro. Estudava em um colégio somente para garotos, e isso dificultou a realização do sonho, que aconteceu aos 16 anos. Meu pai não era a favor de minha opção e almejava uma carreira administrativa para mim. Comecei em um salão no sul de Londres que usava técnicas bem clássicas. Aos 19 anos, atendia 20 clientes por dia! Aos 21, iniciei na rede Sanrizz, onde fiquei por oito anos. Depois, passei a realizar shows e assumi o cargo de diretor criativo no salão de Michael Van Clarke.entrevista_internacional (1)

C.C.: O trabalho realizado no início da carreira é uma referência na arte que vocês apresentam hoje?
M.V.C.:
Meus métodos são uma evolução de diferentes técnicas do século 20. Minhas experiências vão pelos campos da geometria, física, engenharia e filosofia, e não ficam restritas a nenhuma técnica.
S.B.: Tudo o que você faz e todos os lugares em que você trabalha são boas influências. Na rede Sanrizz, não identificava beleza e elegância nos visuais produzidos. Então, procurei uma linha diferenciada, com cortes que garantissem a minha satisfação e a do cliente e não se propusessem apenas a impressionar e ganhar prêmios. Nunca participei de cursos em academias de renome, pois acredito que eu realizaria uma cópia malfeita da arte de outra pessoa. Desenvolvi minha própria técnica, e imagino que a maneira de abordar o cliente e fazer o trabalho deve ser única.

Galeria de fotos:

  • entrevista_internacional (1)
  • entrevista_internacional (2)
  • entrevista_internacional (3)

Deixe um comentário:



Buscar

Notícias

Newsletter

Assine e receba as novidades da revista em primeira mão.



Publicidade


Revista Cabeleireiros.com

Login Cadastre-se