Matéria da Revista Cabeleireiros.com - Edição 48

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sites_de_compra (2)Os sites de compra coletiva viraram uma febre entre os consumidores. E eles são a oportunidade perfeita de os profissionais renovarem a cartela de clientes

texto: Eder Garrido | fotos: divulgação

O anúncio diz: “Escova progressiva de R$ 300,00 por R$ 59,90”. O outro informa: “Hidratação capilar + escova + manicure e pedicure com 75% de desconto”. Não adianta negar: os sites de compra coletiva são um sucesso graças às suas ofertas quase inacreditáveis. E o segmento de beleza tem uma participação forte nessa nova ferramenta de marketing, respondendo pelo terceiro maior mercado, depois de gastronomia e turismo.

Segundo dados do Comune, site destinado a agregar as ofertas de compras coletivas disponibilizadas na internet, as áreas de saúde e beleza venderam juntas mais de 600 mil cupons no primeiro bimestre de 2011, totalizando uma arrecadação superior a 44 milhões de reais.

Só no Peixe Urbano, um dos pioneiros em ofertas on-line, foram comercializados mais de 200 mil cupons de empreendimentos de beleza. Sessenta porcento dessas vendas foram realizadas entre fevereiro e abril de 2011, ilustrando o crescimento do setor.

Por que investir?
Dados do Peixe Urbano mostram que, hoje, 70% das compras coletivas realizadas na internet são feitas por mulheres de 25 e 45 anos com bom poder aquisitivo: o público perfeito para os salões de beleza e clínicas de estética.

A jornalista Leidinara Batista faz parte do grupo de compradoras assíduas. Pelo menos três vezes por mês ela adquire algum serviço. Já comprou escova e corte de cabelo, hidratação capilar, design de sobrancelhas e tratamentos como peeling e higienização de pele. Ela comenta sobre a motivação para as compras: “Puro impulso. Posso não precisar daquilo na hora, mas é bom ter um item de reserva para um evento ou viagem. É uma garantia de poder usar o serviço no momento adequado e pagando mais barato”, diz.

Eis o segredo do sucesso. De acordo com Letícia Leite, diretora do Peixe Urbano, a compra de itens não prioritários é extremamente comum. “É crescente o número de pessoas que compram um serviço ou produto para presentear alguém”, diz.

Gostei da ideia. Como participo?
Os estabelecimentos não pagam nada para anunciar nos sites. A oferta, focada sobre um dos serviços do salão ou clínica, fica disponibilizada por algumas horas ou por até quatro dias. Uma porcentagem do valor arrecadado com as vendas é repassada ao site (o valor é preestabelecido em contrato) e o restante vai para o anunciante. Isso mostra que o foco da ferramenta não é gerar lucro, mas atrair novos clientes.

No Brasil, já existem mais de 500 sites de compras coletivas, e escolher em qual deles anunciar requer atenção. Sérgio Oliveira, sócio-fundador do Citybest, recomenda que se verifique o alcance do site e sua presença em redes sociais, como Twitter, Orkut e Facebook. No entanto, deve-se desconfiar daqueles que prometem divulgar a oferta a milhões de consumidores. “Normalmente eles fazem spam, comprando relações de e-mails. Além de associar a marca a uma prática antiética, essas listas possuem e-mails falsos, inválidos, inativos e em duplicidade”, alerta. Por isso, a dica é optar por sites populares e buscar recomendações de colegas que já tenham anunciado.

sites_de_compra (4)Rogéria Aguiar, proprietária do DeRo Cabeleireiros, já recorreu à iniciativa. “Anunciei algumas vezes ofertas diferenciadas que ajudaram a projetar o nome do salão”. Contou pontos a seu favor o fato de oferecer atendimento 24 horas. O cabeleireiro Alessandro Alves, proprietário de um empreendimento que leva o seu nome, também aprova os sites de vendas coletivas. Ele já fez cinco anúncios e conseguiu um aumento significativo de procura. “Só havia visto tamanho movimento no fim de ano”, comemora.

Rafael Serpa, diretor do site Mel na Boca, diz que a resposta dos salões e clínicas que anunciam em seu empreendimento é tão positiva que geram a veiculação de outras ofertas. “Essa é uma ferramenta que ajuda a entrar no mercado ou diminui uma fase sazonal de determinado serviço.” Mas não basta ofertar o serviço e esperar pelos louros. Cabe ao anunciante fazer a sua parte, para não transformar a iniciativa em um pesadelo, traduzido em salão repleto de clientes com poucos profissionais para atendê-los.

O comprometimento do site com o salão também pode ser avaliado nesse sentido. Alguns deles oferecem acompanhamento para analisar a viabilidade do atendimento. “Visitamos o estabelecimento para assegurar que ele possui a infraestrutura adequada. Também orientamos o proprietário quanto ao planejamento para dar conta do fluxo de atendimentos”, diz Gustavo Borja, sócio de Sérgio no Citybest, com o empresário Alexandre Magno.

O Peixe Urbano também oferece esse acompanhamento. “Analisamos com o salão a capacidade máxima de clientes que pode atender por dia”, diz Letícia. Quando esse tipo de cuidado não acontece, o resultado pode arruinar a reputação do salão de beleza, pois a divulgação boca a boca funciona tanto para o bem quanto para o mal.

sites_de_compra (3)A assistente-administrativa Tatiana Alves Vieira já esperou cinco horas para ser atendida. Comprou um tratamento de carga de queratina e, mesmo após agendar o serviço, não conseguiu realizá-lo. “O lugar estava lotado. Depois de esperar por um bom tempo, recebi a notícia de que o aparelho usado no procedimento havia quebrado. Para tentar amenizar o problema, ofereceram-me uma manicure gratuita”. Não foi o suficiente. “Nunca mais compro nada do gênero”, conta.

Uma boa estratégia para movimentar o caixa é oferecer – e não empurrar – outros serviços a quem comprou uma oferta anunciada. De acordo com Alessandro, não raramente clientes que adquiriram químicas capilares ou serviços de depilação aproveitam para conhecer outros tratamentos. Em suma: os sites de compra coletiva são vias de mão dupla. Funcionam – e bem –, mas não agem sozinhos.

2 Comentários:

  1. Foto: Mauricio
    Mauricio: 27/08/2011 às 10:34
    expressão
  2. Foto: Mauricio
    Mauricio: 27/08/2011 às 10:32
    Infelismente só funciona para quem tem uma infra estrutura muito boa, desprivilegiando profissionais capacitados e gabaritados, que anos a fio se dedicaram, estudando. Se o Objetivo é atrair novos clientes até concordo mas não precisamos sucatear a profissão. Isso, repito só serviu para os grandes salões e denigre a profissão e o profissional. Protesto.Na expreddão mais xula de se dizer, nós não vendemos pizza.


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